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junho 30, 2009

Pai, mãe, avós e todos os mortos da família!



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... afastai de mim este cálice!



Publicado por pilantra às 11:05 PM | Comentários (2)

junho 28, 2009

Dos 28 do grande 31



Parece que 28 representantes da melhor nata cerebral vigente, tipo bechamel caseiro na frigideira, escreveram uma epístola a pedir que se pense.

Não sei quantos anos precisam eles para pensar.
Nem sei quantos anos querem eles que o povo pense.
Presumo que o povo deverá pensar o tempo suficiente para dar hipótese à Drª Manuela de pegar no leme aqui da gaivota e começar a dar aos pedais.
Isto embora e apesar dos bintóito pertencerem ao caso das fronteiras airadas do costume do ps.
Que o engenheiro tem destas – mais vezes que o desejável - e , preocupado com a imagem e casmurro e duro de ouvido como é, dificilmente aprende línguas. O que faz falta é um pretexto para atender à consolação das almas. E um parecer do sagrado arquitecto das divindades, de sua graça Proença de Carvalho, é sempre edificante.
Pois que pensem o tempo que lhes der na gana da ganânxcia.

Eu cá é que já pensei o que tinha a pensar, que nisto do mau cheiro o melhor é arregaçar as mangas e dar às ventoínhas – longe, que te quero longe, ó mau cheiro, e a cavalo num raio de Zeus!

Não são esses senhores os famosos crânios e primos crânios que, com o seu augusto saber, suprema argúcia e fasta inteligência deixaram o País em tudo semelhante ao lazarento cavalo do Dom Quixote?

Não foram eles mais os tios deles e os primos deles que não deram pela crise de fora parte nem deram pelas roubalheiras internas dos eternos veneráveis insuspeitos?

Não foram eles mais os tios e os primos e os colegas e compadres deles que não acreditaram que a pobreza crescia como cogumelos – ou, acreditando, acharam que isso era coisa do fado dos outros?

E ainda querem que alguém pare, escute e olhe para ter o inolvidável gozo de ver o comboio desgovernado e periclitante avançando a todo o gás sobre si próprio?

Pois a mim só o ruído do pensar deles me agonia mais que o cheiro do azeite rançoso das farturas das feiras do verão alentejano – e é bem melhor que ninguém sussurre Aljustrel, não vá eu ouvir e lembrar-me das minas e dos chaparros e da água de Alqueva e da seca Ria Formosa e do mar e da imigração dos regadios e da emigração dos portugueses e das aldeias devolutas e à venda e dos verdejantes campos de golf em terras sem água, etc., etc.

Se há provas dadas e avaliação feita, esses 28 & correlativos já mostraram bem o 31 de que são capazes – embora falte lá o insigne ficante pela presidência , que desta vez não se juntou ao coro em porta-voz da desgraça da Drª Manuela, não fosse alguém lembrar-se da sagacidade financeira que se lhe reconhece e de que aquilo ali é outra casa.
Ironias bipolares da nova psiquiatria conjuntural!

Imaginem só o que não seria os ases da tanga a explanarem-nos a teoria do passajar da peúga, do virar do colarinho, do elogio da alpargata e do fogão a pitróil. Juntem-lhe a modernidade e o optimismo e logo percebem que tanto faz chapéu de côco como cartola - o coelho que salta é comum de dois!

Xo, xo belzebu, ide e dai às gáspias de Mercúrio que já começou o baile mandado.



Post carta- Terminada esta homilia apresentaram-se mais 52
seguindos de mais 31. Esguardai .

Publicado por pilantra às 09:35 PM | Comentários (0)

Rir só pode parecer bem !






(obrigada Azinhaga!)

que «rir desopila o ventre » - já receitava mestre Ricardo Jorge!

Publicado por pilantra às 03:04 PM | Comentários (2)

junho 27, 2009

E já agora...



... antes que me esqueça:

é cadáver

e cadáveres

-vejam lá se acabam com essa «implementação» de caDÁVÉres - e já agora, se forem capazes, acabem lá com a implementação!

Publicado por pilantra às 06:07 PM | Comentários (0)

Ó Drª Manuela , olhe os verbos fogueteados!



Olhe os verbos,
tlim tlim
olhe os verbos!



eu rebélio
tu rebélias
ela rebalda o verbo rebelar
nós rebelamo-nos
vos rebeliais ai ai
eles rebeliam a rebaldaria!|...

Pode ir fazer companhia à douta Rodrigues na galeria sinistra, visto que já foi - lembra-se?? - ministra DA EDUCAÇÃO.




Publicado por pilantra às 05:41 PM | Comentários (1)

junho 26, 2009

Esta nem deu para as alcagóitas!



O que pode uma pessoa fazer mais do que rir à gargalhada quando vê e ouve o José Eduardo Moniz, assim num inopinado repentinamente, aparecer na TV a dizer, todo prazenteiro, que agradece imenso que se tenham lembrado dele, mas que já não há tempo para elaborar um programna que lhe permita concorrer com seriedade à presidência do Benfica!

Ainda estavamos a rir com a ideia do José Eduardo Moniz, aparece o ministro Mário Lino a dizer que não podia dizer nada porque ninguém lhe falou em nadíssima. E que só depois de lhe dizerem é que ele poderia comentar. Embora lhe parecesse que não compete ao governo meter-se em negácios empresariais.

Não sei se o porta-voz do PSD, o Prof.Cavaco Silva, saberia mais que o ministro Mário Lino, mas o que é verdade é que apareceu com aquela cara de poucos amigos que se lhe reconhece e titubeou que urgia clarificar a coisa.
E a Drª Manuela não perdeu tempo e apareceu logo a explicar à Ana Lourenço porque é que desconfiava tanto que havia ali obra de mafarrico.

E não é que havia?

Primeiro, apareceu um papel na Camara de Valores. E depois apareceu o chefe da PT a dizer que lhe era conveniente ter mais conteúdos. Confesso que também me pareceu que ele estava mesmo a pedir outro conteúdo, mas o homem lá se explicou e foi à vida dele.

Aí o ministro Mário Lino ficou informado e foi o busilis: teve de ir para casa pensar furiosamente naquilo, porque havia um certo cheiro a papéis de música para as bandas das Picoas e a Casa da Música fica lá mais para norte.

Levantou-se uma ventania que arrastou as poeiras e a situação clarificou-se. Afinal não era um negócio privado, era mais um negócio de privacidade. já que a empresa é do Estado e compete ao Estado dizer o que ela pode e não pode.
Bah!
Há cada coisa mais inconveniente nos estatutos das empresas!

E lá se cumpriu o grande final no Parlamento: Sócrates saltita dum pé para outro, insiste, abana as mãos junto às suas esculturais orelhas, a esconjurar as bruxas esvoaçantes, e guincha aos deputados «da oposição» que se estavam a pensar no que ele pensava, pensavam muito mal porque ele nunca pensara naquilo que eles estavam a pensar!

Desde os magníficos idos de Delfos que a pitonisa não oraculava tão oraculante oráculo!


Publicado por pilantra às 09:51 PM | Comentários (6)

junho 22, 2009

oh diabo!...





ó diabo!.jpg



Publicado por pilantra às 12:17 PM | Comentários (1)

junho 17, 2009

Confessions



The Confession



Automatic Confession




Publicado por pilantra às 06:42 PM | Comentários (2)

junho 16, 2009

Há sempre uma alternativa!...



... e sejam felizes!

Publicado por pilantra às 09:36 PM | Comentários (2)

junho 15, 2009

The Defenders (2009)





Você tem a certeza de que está em condições de se poder casar? Já leu a Bíblia?

Sabe o que a Bíblia declara sobre um verdadeiro casamento?

Talvez seja melhor informar-se:

The Defenders (2009)




Publicado por pilantra às 03:30 PM | Comentários (2)

junho 12, 2009

Ind'agora me livrei do Vital mai do Rangel


... e já hoje acordei estarrecida: agora é a mãe do Sócrates que tem uma ligação ófe chóre com a máfia italiana!
Ai cruzes credo! Vão ver que é com a propriamente máfia de palermo, a do gato pardo!

E levantei-me e fui, cada pé mais leve que o pé antecedente, espreitar debaixo do tapete da porta da rua a ver se haveria ameaça de morte - todo o mundo sabe que embirro com o Sócrates da tv à maratona, de segunda a domingo, dias santos e laicos.
Ou, ó deusas das felizes alternativas nunca minhas!, se haveria envelope gordo a comprar-me o silêncio, o que me daria muito mais jeito - à bolsa e à vida.

Mas não: debaixo do tapete, só lixo. Um claro, legítimo e honesto lixo.
O que me desagradou principescamente, pois lá vou ter de ser eu a mafiar e a zaragatoar o pessoal limpante e nunca se sabe, nestas coisas, quem mete o pé na porca da água do balde, debalde.

Resumindo, eis que aqui jazo, qual dama das camélias sem tísica, molemente lânguida e balançando o sapato na ponta do dedão do pé, sem saber à cabeça de quem o atire. O problema não é propriamente a eleição da cabeça destinatária.
O problema é que não tenho sapatos suficientes para a cobertura da espanejante oferta do mercado cabeçoso.

Somos um país excedentário. Nascemos para exceder.
Alguns, sem imaginação, chamam-nos periféricos. Mas não é verdade. Nós é que, sabidos, nos excedentámos para a última das praias possível. E se não nos deitámos logo ao mar em busca de praia mais longínqua foi só porque, ao tempo, a culta e desenvolta Europa ainda não tinha descoberto as piscinas aquecidas onde nos obrigassem a aprender a nadar.
Valha a verdade, mui véri indide, também a douta Rodrigues ainda não era ministra da praeclara (leia-se preclara) robotic-enducaixeine fór andicapados gáis ende dóles. ó iééé! Pice, mén! (Pice de paz e não de mijar, ó franciús!)
E no entanto, antes da douta Rodrigues, já estiveram naquele sacrossanto ministério Roberto Carneiro, Marçal Grilo, Augusto Santos Silva, Oliveira Martins e até Ana Benavente, embora em segunda linha. Enfim, tudo gente parva que não fez nada, não deu por nada, não sabe nada, todos a soldo dos comunistas - principalmente Roberto Carneiro e o alegre Justino - não fora aparecer a salvação da pátria: a douta Rodrigues e sus muchachos Valter & Pedreira, correlativos & afins. Sursum corda!

Com o olho nas eleições «p'rá Europa» todos põem o olhómetro a funcionar consoante corre o dinheiro, e vai daí
excedemo-nos em sondagens, trocando médias por medianas, distribuindo variâncias por alcatruzes, achando variáveis nas invariáveis. Principalmente, escondendo vivos e usando redes de malha muito larga para que a ninguém se impedisse a fuga.

O Dr. Cavaco, já em desespero de causa, prega a moralidade. Mas como bom português que é, excede-se

e pregou que mantinha a sua estimada e alta confiança no seu amigo e leal conselheiro Dias Loureiro, em tudo igual aos demais - e nem Loureiro saltou da cadeirinha nem algunzinho dos outros se indignou com a companhia e se demitiu!

E lamentou-se publicamente das suas parcas poupanças abaladas com investimentos inopinadamente sumidos na bolha - ele, o insigne e casto financeiro.

E foi a Santarém louvar a sua raça. À Santarém da Joaninha dos olhos verdes, das portas do Sol e de Salgueiro Maia. Saberia ele ao que ia?

E, aproveitando a estada e esquecido que deferiu a dois pides pensões por «serviços relevantes prestados ao país» na mesma hora em que a recusou a Salgueiro Maia, - ainda tem o desplante de, ao abrigo da sua capa de Presidente da República, deitar uma coroa de flores aos pés da estátua de Salgueiro Maia!
Ite. missa est!

Nas eleições «para a Europa», excedemo-nos na abstenção, nos nulos e nos brancos, mudámos desta cruz para aquela cruz - que o vira, o corridinho mais a chula e o baile mandado estão-nos geneticamente nas excedências - e isso que conta? Nadissimamente, que quem conta um conto... excede-lhe outro conto.

Somos, tranquilamente, excedentários da nação. E que outra forma haverá de ser essa de excedentário?

E mais não digo, que ficaria a Drª Manuela a saber tanto como eu e nessa não caio. Não sou jornalista, não tenho de andar à cacha.

Tenham os amigos um bom dum samartaime, cuidado com os galinhos da Índia e que não vos pese o outono.

Publicado por pilantra às 09:45 AM | Comentários (3)

junho 10, 2009

Dia de Camões



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Horas breves de meu contentamento
Nunca me pareceu quando vos tinha,
Que vos visse mudadas tão asinha
Em tão compridos anos de tormento.

As altas tôrres, que fundei no vento,
Levou, em fim, o vento que as sostinha;
Do mal que me ficou a culpa é minha,
Pois sôbre cousas vãs fiz fundamento.

Amor com brandas mostras aparece:
Tudo possível faz, tudo assegura;
Mas logo no melhor desaparece.

Estranho mal! Estranha desventura!
Por um pequeno bem, que desfalece,
Um bem aventurar, que sempre dura!


Luís de Camões



Publicado por pilantra às 12:03 PM | Comentários (1)

junho 08, 2009

Chicken a la Carte

View this movie at cultureunplugged.com

Publicado por pilantra às 02:39 PM | Comentários (0)

junho 06, 2009

TRAVA-LÍNGUA



Somos quatro copos
para quatro respectivas bocas
e cada copo situa-se ao lado do copo
da legítima boca.
Em frente aos legítimos copos
os ilegítimos,
cada um também com a sua respectiva boca.
Este o alinhamento
até que uma respectiva boca
dirige à ilegítima
o seu copo
e baralha a posição inicial
oficial.
Então, a boca-par daquela
que recebeu o ilegítimo copo
repõe a situação:
gira o copo, copo, copo
lá.
Mas a boca que recebera o copo ilegítimo
gostara do seu sabor
e retoma o copo
ilegítimo
gira o copo, copo, copo
cá.

um copo assiste ao esquema rindo
secretamente condoído.
Porém o dono dos copos
leva os copos
e o copo não gira mais
nem cá
nem lá.


Ana Paula Inácio

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(Telhados de Vidro, 9 - Set 2007/ Ed. Averno)

Publicado por pilantra às 12:20 PM | Comentários (4)

junho 05, 2009

Gentilezas de ocasião



O Expresso e a EDP, num inusitado ataque de ternura para com esta sua velha e pródiga cliente, contemplaram-me logo pela manhã com fotografias minhas, muito fofinhas, obtidas por vários enviados especiais, tipo free- precários, que me andaram a seguir durante toda esta barafunda mais conhecida por «as europeias».
Claro que ninguém as legendou, por causa da minha privacidade. Mas como «amor com amor se paga», vou dar-lhes umas dicas:


GeorgDouw_GetIm- Ouv.jpg
(Georgette Douwma/Getty Images)
Eu, já com dores de ouvidos, escapando à guincharia do Prof.Dr. de Coimbra Vital Moreira


BoTorn_GetIm-Foc.jpg
(Bo Tornvig/Getty Images)
Eu, virando a cara a um encenador ecológico, angariador de multidões comicieiras


AltrNat_GetIm-Urs.jpg
(Altrendo Nature/Getty Images)
Eu, retemperando-me da alta metafisica discursiva do Dr. Cavaco Silva (ou seria da Dra Manuela?)


DarrelGulin_GetIm -Pegu.jpg
(Darrell Gulin/Getty Images)
Eu, festejando o silêncio e recolher obrigatórios até à boca das urnas.



Publicado por pilantra às 02:22 PM | Comentários (0)

junho 03, 2009

Julieta Venegas



Libertad




Hoy No Quiero (Video Oficial)




Eres para mi (Video Oficial)




& Bostich+Fussible



Publicado por pilantra às 12:42 PM | Comentários (0)

junho 01, 2009

Ojos de Brujo



sultanas de merkaillo




Ley de gravedad




Nà en la nevera



Publicado por pilantra às 09:48 PM | Comentários (0)