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novembro 02, 2008

Sibilinas



Quando oiço estes longos e metafisicos discursos sobre a transcendental dificuldade de se aumentar 24 euros o rubicundo salário mínimo nacional,
recordo-me sempre de Maria Antonieta:

«Não têm pão?! Comam brioches!»

E depois, foi neste encantador e ledo enleio que, achando-se os labregos sem manual de instruções para a destrinça entre pães e brioches, optaram por lhe sonegar o delicado apoio do deslumbrante toucado.

Coisa de franceses bárbaros e antigos, eu sei. Além de que a história nunca se repete com o mesmo fermento nem com a mesma farinha.

Mas já que falamos de coisas antigas, talvez fosse bom e prudente, voltarmos a plantar papoilas brancas pelos campos da Europa: fazia-se um belo pão que sossegava crianças, adormecia insónias, acalmava dores e tranquilizava senhores. Bons tempos esses, os do pão de papoilas!

Publicado por pilantra às novembro 2, 2008 09:37 PM

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