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setembro 12, 2008
... e por que não?
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Talvez consumirá a luz de Janeiro
seu raio cruel meu coração inteiro
roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu me morro
e morrerei de amor porque te quero
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda

Publicado por pilantra às setembro 12, 2008 03:10 PM
Comentários
... este Pablo tinha cada uma que até pareciam duas... três ou mais. Um irrequieto e descontente era o que ele era. E ainda por cima armava-se em poeta e aos cucos. Não posso com pessoas assim! muito senhoras do seu nariz sem cuidar de olhar para os bons exemplos e segui-los. Como os meus! Dou-lhe um desconto porque já não me apanhou a jeito mas não me custa a imaginá-lo perguntando-me "Ó senhor Legível, qual é o seu segredo para que eu possa também ser assim um exemplo tão exemplar e a seguir?!" Eu olhava-o e fazia aquele sorriso sacaninha que tão bem me caracteriza "Ó Pablo, isso nem parece teu! ´atão tu andas a viajar sem um mapa?! segue-me com atenção que não chegas a parte nenhuma...
sorrisos e caracóis.
Publicado por: legivel às setembro 13, 2008 10:41 AM