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junho 29, 2008

Ite, Musil, missa est!



Já o notara, há muitos anos, quando saíu o «élève Torless» na Poche.
Ao ponto de me esquecer dele na algibeira da gabardine e só no inverno seguinte lhe ter dado pela ausência.

Mas eu tenho sempre a mania de dar outra oportunidade à cozinheira.

Depois de lidas 723 das 843 páginas do I volume;

depois de lidas 279 das 451 páginas do II volume,

fico-me por aqui que já me sobra de musilice e quanto a pescadinhas de rabo na boca, prefiro-as fritas e com arroz de tomate puro.

Além disso, Musil enganou-nos num dado essencial.

O homem não era sem qualidades.

O homem tinha mesmo uma qualidade e genial: era mais chato que a potassa!

Quanto ao mais, espero que a cultura de badana não atinja Joyce, Proust e Kafka

e não induza os incautos a juntá-los na mesma alcofa.


Publicado por pilantra às junho 29, 2008 05:07 PM

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