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abril 09, 2008
De tanga e ao desafio !
O desafio chegou-me da venerável dona - em comunhão desandanalógica, economicamente falando - da Botica das Tangas e é o de apontar cinco autores ou obras literárias preferidas, mais indicar um livro ou autor que ache que merece apodrecer na estante.
Passemos às queridas avulsas, sem ordem nem gabarito:
«Outono em Pequim», do Boris Vian, em francês ou na tradução portuguesa da Luiza Neto Jorge.
Porque quando era eu miuda muito pequena, raro foi o dia em que não ia de castigo para «o quarto escuro». E quando me senti adolescente parti, de bicicleta, qual Martinho Toucinho, em busca do buraco negro mãe de todas as escuridões da minha infância.
«O Velho e o Mar», do Hemingway, ou da provação da espinha para a humildade de cada qual.
«Bourlinguer», do Blaise Cendrars. (Não sei se há tradução portuguesa).
Porque todas as viagens têm cais e cada cais mil viagens.
«Les Sept Piliers de la Sagesse», de T.E. Lawrence. (Não conheço tradução portuguesa.O original inglês: «The Seven Pillars of Wisdom»).
Pelo direito inalienável de todos os marinheiros a darem à costa e perderem-se no deserto.
[«Justine», 1957; «Balthazar»,1958; «Mountolive»,1958; «Clea», 1960] ou «O Quarteto de Alexandria», do Lawrence Durrell, na tradução portuguesa do Daniel Gonçalves.
Porque, para além da exemplificação da teoria da relatividade, já contempla a inconstância da luz na paisagem vitalicia. E porque me apresentou Kavafis.
Um autor para apodrecer na estante não, que todo o espaço de estante é pouco.
Mas um autor que NÃO ENTRA na estante: José Régio, p. ex..
E o desafio aqui fica, agora entregue às meninas:
... desejando que não tenham ido todas de férias!
Publicado por pilantra às abril 9, 2008 01:45 PM
Comentários
Bom dia, querida. Não estou de férias.
Minhas preferência e minha detestância (já estou treinando a reforma do seu jeito....rsrsrs..)
1 – A crônica do valente Parintis, de Ewelson Soares Pinto. Devorei o romance. Quando o comprei, na livraria do aeroporto, mergulhei nele e consegui perder o vôo na sala de embarque.
2 – A consciência de Zeno – Ítalo Svevo – adoro especialmente o esforço do personagem em parar de fumar....
3 – Rumo ao farol – Virgínia Woolf. Seus pais lembram os meus. Ao contrário.
4 – Cem anos de solidão – Gabriel Garcia Marques. Conheci tantos José Arcádio e tantas Macondo que jamais vou me separar deste guia da humanidade latino-americana!
5 – Quase memória – Carlos Heitor Cony. Gosto tanto que tenho dois...
Que ninguém me atire pedras, mas não consegui terminar Ulysses e não o tenho na estante. Não pretendo ter nunca.
Beijão
Publicado por: Bia às abril 10, 2008 01:01 PM
Posso começar por deixar aqui o que estou a ler agora e que gosto muito "Enquanto Salazar Dormia..." de Domingos Amaral!
Publicado por: Bifinha às abril 10, 2008 02:01 PM
que bem desandado, menina sammy dear
Publicado por: tangas às abril 11, 2008 01:04 PM