« Tribunal Europeu condena França por negar adopção a lésbica | Entrada | «Mais vale tarde... » »
janeiro 23, 2008
A noite chega com todos os seus rebanhos
Uma cidade amadurece nas vertentes do crepúsculo
Há um íman que nos atrai para o interior da montanha.
Os navios deslizam nos estuários do vento.
Alguma coisa ascende de uma região negra.
Alguém escreve sobre os espelhos da sombra.
A passageira da noite vacila como um ser silencioso.
O último pássaro calou-se.As estrelas acenderam-se.
As ondas adormeceram com as cores e as imagens.
As portas subterrâneas têm perfumes silvestres.
Que sedosa e fluida é a água desta noite!
Dir-se-ia que as pedras entendem os meus passos.
Alguém me habita como uma árvore ou um planeta.
Estou perto e estou longe no coração do mundo.
António Ramos Rosa

Publicado por pilantra às janeiro 23, 2008 11:08 PM
Comentários
Ora esta! Esta coisa acaba de me comer um outro poema do Ramos Rosa...
Canibalismo poético!!!!!
VB
Publicado por: vita brevis às janeiro 25, 2008 02:27 AM
Ó Inês! rsrsrsrs
Estamos cada vez mais esfíngicas?
Essa agora é que nem eu entendi!
LOL
Publicado por: Pilantra às janeiro 25, 2008 12:43 PM