julho 03, 2009

Esta noite sonhei com o Concorde



Eu olhava ternamente embevecida para um mapa da pátria e a minh’alma tremelicava ao sabor da felicidade do esplendor de Portugal!
Um soberbo Concorde, todo prateado, estiraçava-se chaparros fora e servia de túnel electrónico entre Grândola e Serpa! Climatizado, filtrado, ventoínhado, tapete rolante fofo e silencioso! Entravamos pela cauda nos areais de Melides e saíamos impantes e gloriosos pelo focinho do finado, directamente nas queijarias de Serpa! À asa esquerda, as adegas de Borba e, dois passos de pardal adiante, o presunto de Barrancos!
Caramba! Nem Santana nem Pinho engendraram uma destas! Aposto que até a malta do Porto se vai roer de inveja!
Mas estendi a mão para o Borba, atirei com o despertador ao chão e acordei com o fragor dos cacos!
O Concorde finou-se, mulher!
Baaah!... Já nem sonhar é fácil!

Sejamos realistas, modernos e cantemos ao progresso. E liguei a TV..

Foi aí que me saltou à visão o alto congestionamento da A1 e da sua gémea A1b!
E isto ainda antes da aparição do mini-socas electrónico que está à beira do mais inebriante sucesso piqueniqueiro pós-catrela e dois cavalos do século passado.

Só quem não vê os programas da manhã das TVV é que não percebe a evidencia de que devíamos fazer, pelo menos, mais umas três autoestradas entre o Porto e Lisboa. Ficávamos assim com a verdadeira e justa alternativa rodoviária, a saber:
- três autoestradas Porto/Lisboa,
- uma autoestrada Lisboa/Porto
- e uma quinta autoestrada para os labregos que não se importam de andar à molhada na buzinadela, e nos intervalos ainda lhes sobram braços, mãos e dedos para fazerem manguitos e corninhos à Pinho uns aos outros.

Se olharem com a devida atenção para o mapa de Portugal, vão claramente perceber que há montes de espaço, mesmo um granel de espaço perdido, entre o Atlântico e a Espanha. As cinco autoestraditas nem se vão notar na imensidão das pradarias consagradas ao porco ibérico e ao seu novel parente, o lince ibérico. Tudo aquilo é uma imensa paisagem, só equiparável à amplidão mutante das belas praias da Messejana!

E não se preocupem com alguma ilhota desnuda que avistem.
O turismo nacional já reservou para os japoneses os locais de melhor ângulo nikon para o pastel de nata virtual;
e o resto de Portugal fica para mim: vou precisar dele como de pão para a boca, para me livrar das baterias de 270 quilos dos carros amigos do ambiente que vou ter.
É que no pilhão elas não cabem e eu vou precisar de amontoar a tralha em qualquer sítio enquanto os primos do costume não inventam os aterros sanitários futuristas da alcandoração ecológica quixotesca, perdão, quiotesca.

Publicado por pilantra às 10:29 PM | Comentários (0)

julho 02, 2009

Novas do verde Pinho


Manuel Pinho deu tanto mas tanto tanto tanto ao País

que hoje, já sem reservas,

deu-lhe o que lhe restava:

um par de cornos!


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E pronto, acabou-se o ministro da economia.




Publicado por pilantra às 08:00 PM | Comentários (4)

junho 30, 2009

Pai, mãe, avós e todos os mortos da família!



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... afastai de mim este cálice!



Publicado por pilantra às 11:05 PM | Comentários (2)

junho 28, 2009

Dos 28 do grande 31



Parece que 28 representantes da melhor nata cerebral vigente, tipo bechamel caseiro na frigideira, escreveram uma epístola a pedir que se pense.

Não sei quantos anos precisam eles para pensar.
Nem sei quantos anos querem eles que o povo pense.
Presumo que o povo deverá pensar o tempo suficiente para dar hipótese à Drª Manuela de pegar no leme aqui da gaivota e começar a dar aos pedais.
Isto embora e apesar dos bintóito pertencerem ao caso das fronteiras airadas do costume do ps.
Que o engenheiro tem destas – mais vezes que o desejável - e , preocupado com a imagem e casmurro e duro de ouvido como é, dificilmente aprende línguas. O que faz falta é um pretexto para atender à consolação das almas. E um parecer do sagrado arquitecto das divindades, de sua graça Proença de Carvalho, é sempre edificante.
Pois que pensem o tempo que lhes der na gana da ganânxcia.

Eu cá é que já pensei o que tinha a pensar, que nisto do mau cheiro o melhor é arregaçar as mangas e dar às ventoínhas – longe, que te quero longe, ó mau cheiro, e a cavalo num raio de Zeus!

Não são esses senhores os famosos crânios e primos crânios que, com o seu augusto saber, suprema argúcia e fasta inteligência deixaram o País em tudo semelhante ao lazarento cavalo do Dom Quixote?

Não foram eles mais os tios deles e os primos deles que não deram pela crise de fora parte nem deram pelas roubalheiras internas dos eternos veneráveis insuspeitos?

Não foram eles mais os tios e os primos e os colegas e compadres deles que não acreditaram que a pobreza crescia como cogumelos – ou, acreditando, acharam que isso era coisa do fado dos outros?

E ainda querem que alguém pare, escute e olhe para ter o inolvidável gozo de ver o comboio desgovernado e periclitante avançando a todo o gás sobre si próprio?

Pois a mim só o ruído do pensar deles me agonia mais que o cheiro do azeite rançoso das farturas das feiras do verão alentejano – e é bem melhor que ninguém sussurre Aljustrel, não vá eu ouvir e lembrar-me das minas e dos chaparros e da água de Alqueva e da seca Ria Formosa e do mar e da imigração dos regadios e da emigração dos portugueses e das aldeias devolutas e à venda e dos verdejantes campos de golf em terras sem água, etc., etc.

Se há provas dadas e avaliação feita, esses 28 & correlativos já mostraram bem o 31 de que são capazes – embora falte lá o insigne ficante pela presidência , que desta vez não se juntou ao coro em porta-voz da desgraça da Drª Manuela, não fosse alguém lembrar-se da sagacidade financeira que se lhe reconhece e de que aquilo ali é outra casa.
Ironias bipolares da nova psiquiatria conjuntural!

Imaginem só o que não seria os ases da tanga a explanarem-nos a teoria do passajar da peúga, do virar do colarinho, do elogio da alpargata e do fogão a pitróil. Juntem-lhe a modernidade e o optimismo e logo percebem que tanto faz chapéu de côco como cartola - o coelho que salta é comum de dois!

Xo, xo belzebu, ide e dai às gáspias de Mercúrio que já começou o baile mandado.




Publicado por pilantra às 09:35 PM | Comentários (0)

Rir só pode parecer bem !






(obrigada Azinhaga!)

que «rir desopila o ventre » - já receitava mestre Ricardo Jorge!

Publicado por pilantra às 03:04 PM | Comentários (2)